Mianmar, ex-Birmânia, foi devastada por um ciclone, deixando milhares de mortos, desaparecidos e desalojados.
A junta militar não preveniu a população da chegada do ciclone(!) e depois impediu a entrada da ajuda humanitária, tão necessária e urgente nestes momentos de caos e destruição.
Há relatos de sobreviventes da tragédia a morrerem de fome e de doenças (cólera).
A ditadura militar, corrupta e brutal, apoiada pela China, reprime qualquer tentativa democrática no país.
Em 1990 houve eleições e os militares perderam. Aung San Suu Kyi, líder da Liga Nacional para a Democracia foi posta em prisão domiciliária e impedida de exercer o mandato.
Foi galardoada com o prémio Nobel da paz em 1991.
Em 1995 deixou de estar em prisão domiciliária, não significando, contudo, que seja livre.
O ano passado o povo de Mianmar, juntamente com os Monges, manifestou-se pacificamente contra a ditadura; o exército reprimiu violentamente e assassinou milhares de manifestantes pró-democracia. Veja o vídeo captado pelo um jornalista Tony Birtley, da Al Jazeera, publicado no YouTube.
A história recente de Mianmar confunde-se com o seu sofrimento, ao qual os seus governantes são indiferentes.
O seu cinismo chega ao extremo de colar fotos do líder da junta militar sobre os sacos da ajuda humanitária que são “desviados” e depois vendidos a preços elevados à população!
Histórias como esta abundam na Internet: O Globo Online, Último Segundo, Folha Online e Paulo Mateus.
Também pode consultar o site da ONG Avaaz.org e para ajudar siga a ligação:
https://secure.avaaz.org/po/burma_cyclone/8.php?cl=86883236.
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Publicado por Abílio Vasconcelos