Uma anedota muito séria…

2009, 30 Março

Ia eu no comboio matinal do costume quando entram vários adolescentes a conversar animadamente.

Uma adolescente sai-se com esta arreigada convicção:

“Eu sou católica não praticante, mas não acredito em Deus!”

Na verdade não podia ser menos praticante! – Digo eu.

Esta seria uma anedota divertidíssima, se não fosse real!

Em tempos ouvi esta frase a um sacerdote.:

“Andam por aí muitos ateus revestidos por um fino verniz cristão”!

Já não me lembro quem era esse sacerdote mas a frase ficou-me na memória. E neste caso aplica-se!

Infelizmente…

Comentado e (tristemente) Anedotado!


Só Tu tens palavras de vida eterna!

2008, 20 Setembro

 

Os títulos da notícia diferem mas invariavelmente referem que o Vaticano proibiu um padre de ensinar por não acreditar em Adão e Eva!

Não foi apenas por isso, mas para este caso tal não é importante.

O que me assusta neste episódio é que um Sacerdote culto – professor de Teologia -  não possa dizer publicamente aquilo que os Académicos, os Religiosos e alguns Leigos instruídos sabem.

E porquê? Porque, infelizmente para nós Cristãos em geral e Católicos em particular, a ignorância e a iliteracia religiosas são uma realidade! (Faz-me doer a alma dizer isto!)

A maioria dos que se dizem Cristãos abandonaram a religião após dois ou três anos de Catequese – o equivalente a terem feito apenas o quarto ano de escolaridade (IGNORANTES!) e desconhecem a Bíblia, nunca a leram!

Depois deixaram de frequentar a igreja, excepto em casamentos e funerais – quando não ficam à porta ou no adro! – e passaram a designar-se Católicos-não-praticantes! (Mais valia dizerem-se ateus ou agnósticos de vez!)

Depois temos os frequentadores assíduos que mantêm a Fé viva participando na Eucaristia. Aqui temos dois grupo: os Leigos comprometidos que buscam um conhecimento de Deus mais íntimo – lêem e meditam a Sagrada Escritura, fazem retiros espirituais, frequentam cursos de formação… E os Leigos comuns… (Ou idosos… ou pobres “no espírito” mas ricos de superstições!)

Aqui não posso deixar de fazer uma chamada de atenção aos Celebrantes: É URGENTE INOVAR! (inovação nem sempre significa “inventar”)… A mim acontece-me muitas vezes já saber o conteúdo da homilia logo no fim da proclamação do Evangelho! (A Boa Nova continua Boa mas está tão velhinha!)

Assim, não é de admirar que certas ideias escandalizem alguns Católicos quando as ouvem!

A Santa Sé teme que os pseudo-católicos não percebam que o livro dos Génesis não deve ser lido à letra – não é um livro histórico, muito menos científico! E é mais fácil proibir do que ensinar!

Esta proibição segue a linha do confronto com o romance de Dan Brown: “O Código da Vinci”. A Santa Sé temia que os os seus fiéis – os ignorantes – sentissem a sua fé – pois não têm Fé – abalada por causa duma história, dum romance! (Eu li e até gostei, ri-me e fiquei na mesma!)

Está na hora da Igreja iniciar o caminho da instrução e da cultura, com uma base sólida assente no saber, na meditação da Bíblia e na Oração! Mesmo que isso signifique deixar para trás alguns!

Caminho para o Futuro...

(Paolo Neo – Public-Domain-Photos.com)

É hora de vós Cristãos ouvirdes: “O livro dos Génesis é uma fábula!”

Mas quando o ouvirdes não temais! Correi a “chatear” o vosso Pároco, confrontai-o! Desafiai-o a explicar porquê!

Mas ouvi atentamente a resposta!

E se não for satisfatória indagai de novo, insisti!

É que no final a conclusão será apenas uma:

“A quem iremos Senhor… Só Tu tens Palavras de Vida Eterna!”

Comentado!


Sentir o Gerês

2008, 28 Junho

Uma visita à serra do Gerês  é sempre uma experiência agradável que nos desperta os sentidos e os sentimentos.

Sentimentos como humildade perante a sumptuosidade e a vastidão da paisagem. “Somos tão pequeninos”!

Gerês (Abilio Vasconcelos)

Gratidão a Deus por este “pedacinho de Paraíso” concedido para nossa fruição e deleite. “Obrigado, Senhor”!

Alegria pela beleza exuberante da vegetação e pelo avistar inusitado de alguns animais, sem rede nem fosso entre nós.

Paz pelo silêncio envolvente adornado pelo rumorejar das águas, pelo chilrear das aves ou pelo sussurrar dos ramos embalados pelo vento…

Simpatia mútua com as pessoas locais, cuja amabilidade é exemplar. Expresso a minha sincera gratidão ao pessoal da Pensão Manuel Pires pela excelência dos serviços prestados!

Foi uma completa sensação de bem-estar, regeneradora e impulsionadora para mais uma jornada de trabalho que se aproxima.

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