Quando os extremos se tocam

2009, 11 Outubro

Li o livro “O Que os Ricos Sabem e Não Contam” de Aitor Zárate.

A certa altura este autor advoga a temperança, a parcimónia ou a poupança: gastar apenas o necessário e não por ostentação ou impulso.

Qualquer Cristão deve seguir esta regra!

A diferença é que Aitor Zárate faz deste conselho uma das condições para se ficar rico.

Na “cartilha” cristã esta regra serve para se fazer “pobre”.

No primeiro caso o que sobeja é para investir, para obter mais e mais dinheiro, para capitalizar…

No segundo é suposto ser para repartir, para ajudar quem precisar, para pôr ao serviço do bem comum…

Estranhamente os extremos tocam-se, embora com forças contrárias!

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Uma anedota muito séria…

2009, 30 Março

Ia eu no comboio matinal do costume quando entram vários adolescentes a conversar animadamente.

Uma adolescente sai-se com esta arreigada convicção:

“Eu sou católica não praticante, mas não acredito em Deus!”

Na verdade não podia ser menos praticante! – Digo eu.

Esta seria uma anedota divertidíssima, se não fosse real!

Em tempos ouvi esta frase a um sacerdote.:

“Andam por aí muitos ateus revestidos por um fino verniz cristão”!

Já não me lembro quem era esse sacerdote mas a frase ficou-me na memória. E neste caso aplica-se!

Infelizmente…

Comentado e (tristemente) Anedotado!


Filhos de Deus!

2008, 6 Dezembro

Cristãos, Judeus e Muçulmanos têm em comum o Deus de Abraão, um Deus Único, Todo-poderoso e Criador…

Apesar destes pontos comuns temos modos diferentes de “ver” o nosso Deus.

Uma das maiores diferenças está na proximidade com Ele: Para Judeus e Muçulmanos Deus é um ser distante, temível até!

Nós, Cristãos, somos privilegiados: não somos servos, criaturas ou adoradores…

Estamos muito mais próximos…

Quando os discípulos pediram a Jesus para os ensinar a rezar, Ele não lhes recitou o “Shemá Yisrael”! Ensinou-lhes o “Pai Nosso” (cf. Lc 11, 1-4).

Somos filhos…

Filhos de Deus!

Obrigado Senhor!

Nós tratamos tão mal o Deus que nos quer tão bem! Um Deus que não é só Pai, é mais que Mãe!

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"Amo-te!"

2008, 8 Outubro

Os Cristãos deviam ser capazes de dizer uns aos outros: “Amo-te!“.

Não com a actual conotação sexuada tão amplamente divulgada.

Antes com a candura duma mãe que o diz ao seu filho recém-nascido, sabendo ambos que são a coisa mais importante para o outro!

E com a certeza de Pedro na sua confissão perante Jesus:

Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo (cf. Jo 21, 15-19).

Foi esse o sinal que Ele nos deixou:

É por isso que todos saberão que sois Meus discípulos: Se vos amardes uns aos outros (Jo 13, 35).

O que vêem os “todos”?…

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