Após o incidente na Escola Carolina Michaëlis, as notícias sobre a violência nas escolas entraram na moda.
Hoje o JN voltou ao assunto com uma notícia intitulada: “Bragança – Dois casos de agressão na mesma semana. O que me chamou à atenção foi tratar-se de um aluno do 5.º ano – idade provável entre 10 e 13 anos – a insultar uma professora que solicitou silêncio na biblioteca.
Este caso fez-me recordar uma reflexão que me propuseram numa reunião de pais da catequese. O tema era a importância de saber dizer “não” às crianças. A apresentação não demorou mais de 15 minutos mas foi bastante elucidativa.
Resumidamente ficamos com a ideia de que o “não” deve ser usado em consciência, com parcimónia mas, acima de tudo, com firmeza. Ou seja, perante as solicitações dos nossos filhos devemos parar e pensar; decidir se é “sim” ou se é “não”; e depois manter a decisão (mesmo se viermos a descobrir que estamos errados).
Muito provavelmente aquele aluno raramente ouviu um “não” pois, de contrário, teria reconhecido a autoridade da professora e tê-la-ia respeitado.
Com a agitação quotidiana somos levados muitas vezes a descurar o tempo que dedicamos aos nossos filhos. Depois para os compensar tendemos a ceder a todos os seus caprichos. Este nosso comportamento está a criar “pequenos monstros” egoístas e sem capacidade para superar os obstáculos do futuro.
Ao evitar-lhes as pequenas decepções do dia-a-dia, pensando que assim são mais felizes, não os preparamos para lidar com as frustrações do futuro. Como na vida o “não” é mais frequente do que o “sim”, nossos filhos vão herdar dias de infelicidade…
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Publicado por Abílio Vasconcelos