…isso é Jesus a derrubar os nossos preconceitos reais!
Ele escolheu a Samaritana. Uma Maldita!
Os sinais estão lá todos. Ela vai à água sozinha e na pior hora do dia – ao meio dia, com o sol a pique!
É doida esta mulher?
Não! É apenas marginalizada. E é isso que a impede de ir ao poço de manhã, pela fresca, na companhia das outras mulheres. Ela não quer ter mais chatices!
A causa dessa maldição: adultério!
“Declarou-lhe Jesus: – Disseste bem: ‘não tenho marido’, pois tiveste cinco e o que tens agora não é teu marido. Nisto falaste verdade” (Jo 4, 17b-18).
Se fosse hoje, ela seria a última pessoa que escolheríamos para companheira de Missão ou para catequizar os nossos filhos! Não quereríamos ter chatices!
Mas Jesus vê com outros olhos; tem outros critérios e fez dela a sua Mensageira na povoação de Sicar da Samamaria.
Mas o que nos enche mais de inveja é que aquela gaja foi bem sucedida! Ela conseguiu ganhar para Jesus aquela população:
“Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram n’Ele devido às palavras da mulher(…)” (Jo 4, 39).
E andamos nós Catequistas com a mania de termos de ser “meninos de coro” e de decoro para no fim da Catequese termos perdido 25 das 30 crianças que nos foram confiadas! – E estou a ser generoso!
Onde estamos a falhar?
Ao contrário da Samaritana nós temos medo de deixar o nosso cântaro de barro e sair a anunciar!
É que o nosso cântaro é muito importante e pode partir!
