Era tempo de festa em Jerusalém. Os seus familiares de Jesus insistiam para que fosse, mas ele já sabia que o queriam matar. Deixou-se ficar em casa, na Galileia, com medo…
O Capítulo 7 do Evangelho de S. João, começa com uma das reacções mais humanas de Jesus: o medo! Neste excerto o Homem-Jesus sobrepõe-se ao Deus-Jesus!
Mas Jesus foi à festa mais tarde, sozinho e (no início) muito discretamente.
Ao ver a multidão não resistiu e começou a pregar no mais nobre dos locais – o Templo de Jerusalém! Uma atitude temerária.
A sua pregação motivou reacções contraditórias nos seus ouvintes – como sempre Jesus é desconcertante! – E por duas vezes “Procuravam, então, prendê-lo, mas ninguém lhe deitou a mão” (Jo 7, 30 e Jo 7, 45).
Quantas vezes nos sentimos amedrontados porque temos de falar em nome de Deus ou de dar testemunho da nossa Fé. Medo de sermos apontados ou ridicularizados; medo de falhar, de não saber o que dizer ou como dizer…
Neste texto Jesus é um exemplo para todos nós. Teve medo mas superou-se a si mesmo e foi cumprir a sua Missão. E fê-lo duma maneira corajosa e no Templo, o mais arriscado dos locais. Foi de tal modo convincente que assombrou até os guardas do Templo (Jo 7, 46), enviados pelos Sacerdotes e Fariseus para o prender (Jo 7, 32)!
Sempre que a dúvida nos assaltar lembremo-nos do Mestre e da sua coragem. Evangelho de S. João, capítulo 7.
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