Avaaz.org é uma organização independente sem fins lucrativos que visa garantir a representação dos valores da sociedade civil global na política internacional em questões que vão desde o aquecimento global até a guerra no Iraque e direitos humanos. Avaaz não recebe dinheiro de governos ou empresas e é composta por uma equipe global sediada em Londres, Nova York, Paris, Washington DC, Genebra e Rio de Janeiro. Avaaz significa “voz” em várias línguas européias e asiáticas.
É esta a definição que esta ONG dá de si própria.
A seguir reproduzo o conteúdo da mensagem de correio electrónico que me enviaram a fazer um balanço das suas actividades.
Leia com atenção!
Querid@s amig@s,
Em pouco mais de 18 meses, a comunidade da Avaaz alcançou quase 3.4 milhões de pessoas de todos os cantos do planeta. Isso significa uma média de crescimento de 40.000 pessoas por semana! Trabalhando em 13 línguas, os membros da Avaaz participaram de quase 8 milhões de ações virtuais, doaram mais de 2.5 milhões de Euros e encaminharam nossos alertas para 30 milhões de amigos. Um novo espaço para a comunidade global e a democracia está sendo criado e já começa a conquistar vitórias importantes no enorme desafio de diminuir a distância entre o mundo que temos e o mundo que queremos, em importantes assuntos como: direitos humanos, proteção ambiental, pobreza, justiça global, entre outros.
Gostaríamos de mandar um enorme “obrigado” e parabéns para todos que assinaram as petições, enviaram uma mensagem, doaram, participaram de uma marcha, entraram em contatos com seus representantes, divulgaram campanhas para amigos, deram sua opinião ou participaram de qualquer outra forma dos nossos esforços. Veja abaixo nossas principais conquistas dos últimos 3 meses, e clique no link abaixo para ver um relato de todas as conquistas desde o lançamento da Avaaz:
https://secure.avaaz.org/po/report_back_2.Relatório das Campanhas – maio a julho de 2008
Nos últimos 3 meses os membros da Avaaz participaram de importantes momentos no cenário político internacional como: a conquista do primeiro tratado global para banir as bombas cluster, a mobilização pelo cessar fogo para amenizar a crise humanitária na Faixa de Gaza, e a petição para impedir os líderes do G8 de se esquivarem de suas responsabilidades com o aquecimento global. Também chamamos a atenção com a publicação de uma série de anúncios em comunidades chinesas promovendo um diálogo construtivo entre a China e o Tibet, e o apoio ao indiciamento do Presidente do Sudão pelo Tribunal Penal Internacional, pelo genocídio e estupro de milhares de pessoas.
Abaixo está um breve resumo dos resultados das nossas campanhas sobre Israel e Palesitina, a crise alimentar, o Zimbábue, o aquecimento global, a China, o Tibete e Olimpíadas, Darfur, bombas cluster (bombas de racimo ou de fragmentação), entre outras. Em todos esses assuntos, ainda há muito o que fazer – porém todos nós contribuímos de uma maneira importante. O que nós fizemos até agora é apenas o começo.China, Tibete e Olimpíadas
Mais de 175.000 apoiadores da Avaaz participaram de um aperto de mão global lançado pelo Dalai Lama em Londres que a partir de lá passou por uma corrente de 2.000 membros da Avaaz até chegar na Embaixada Chinesa. Depois, o aperto de mão ganhou a Internet dando a volta ao mundo. O aperto de mão, um símbolo do diálogo construtivo, finalmente chegou à China durante o encerramento das Olimpíadas.
Para amplificar a mensagem do aperto de mão, a Avaaz financiou anúncios em publicações chinesas ao redor do mundo desde Hong Kong até a Califórnia, lançamos um site em mandarim na China e contratamos outdoors ambulantes nos Chinatowns de Nova York e Londres. Veja a página da campanha clique neste link.Zimbábue
Mais de 400.000 apoiadores da Avaaz, incluindo milhares de pessoas da África participaram da ação em apoio à democracia e direitos humanos no Zimbábue. Dia 16 de agosto, sindicatos da África do Sul marcharam em um encontro em Johannesburg junto com refugiados do Zimbábue e organizações da sociedade civil. Eles carregavam cartões vermelhos para o Mugabe e faixas representando os mais de 75.000 cartões vermelhos virtuais enviados por membros da Avaaz na semana que antecedeu a marcha. A Avaaz entrou em contato com governos do mundo todo pedindo o não reconhecimento do regime de Mugabe; financiamos anúncios em jornais de países do sul da África; e chegamos até a voar um banner de 280 metros quadrados sobre a ONU pressionando o Presidente da África do Sul, Mbeki a se esforçar mais como o mediador entre o Mugabe e o partido da oposição o MDC. O encontro acabou, mas, nossa campanha pelo fim da era Mugabe no Zimbábue, não.
Israel e Palestina
215.000 apoiadores da Avaaz incluindo cidadãos de Israel e da Palestina guiaram nossas campanhas pelas negociações de paz no Oriente Médio, um cessar fogo entre o Hamas e Israel, e o fim do bloqueio à Faixa de Gaza. Nossa campanha focou em anúncios na Internet e na mídia impresa atingindo mais de 1 milhão de israelenses. A campanha só foi possível graças às doações feitas por membros para financiar os anúncios. Dentro de uma semana um cessar fogo foi assinado, mostrando para a comunidade da Avaaz que ainda vale a pena lutar pela paz no Oriente Médio e que qualquer ação, pequena ou grande, já é uma contribuição positiva.
G8 e o aquecimento global
Mais de 250.000 apoiadores de Avaaz pediram para os líderes do G8 adotarem metas até 2020 para a redução das emissões de carbono. A petição foi entregue em mãos para o anfitrião do encontro, o Primeiro Ministro do Japão, Yasuo Fukuda. Porém, durante as negociações, os EUA, Canadá e Japão se recusaram a adotar metas até 2020. Nossa resposta foi uma sátira de página inteira no jornal Financial Times. O anúncio financiado por 2.000 membros da Avaaz mostrando os três governantes – Bush, Harper e Fukuda como “Hello Kitties” despertou a atenção da imprensa internacional, desde o New York Times até o Nikkei Business Daily, passando pelo Correio Brasiliense. A mídia cobriu a reação da Avaaz e de outros grupos presentes dizendo que o Stephen Harper PM do Canadá e outros governantes não poderiam negligenciar sua responsabilidade sobre sua interferência no progresso das negociações climáticas. Como o aquecimento global é um assunto importante nas eleições por vir, temos confiança que muitas mudanças ainda irão acontecer esse ano.
Crise dos alimentos
A Avaaz recebeu um vídeo com um apelo da Ministra das Relações Exteriores da Serra Leoa pedido uma campanha urgente sobre a crise dos alimentos. Criamos a campanha que foi apoiada por 342.197 membros da Avaaz. A petição endereçada aos Chefes de Estado foi entregue em mãos para o Secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon, no encontro da FAO (Organização da ONU para Agricultura e Alimentação) em Roma. Ele citou nossa petição ao se pronunciar para a imprensa e aos líderes presentes, dizendo que precisamos de uma ação urgente para conter as práticas de mercado causadoras da alta dos alimentos. A crise não vai passar tão cedo, por isso vamos continuar nossos esforços para garantir a segurança alimentar das milhões de pessoas afetadas em todo mundo.
Darfur
Para refutar a declaração do Presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, que disse que o trabalho do Tribunal Penal Internacional é uma “Cruzada Ocidental”, nós lançamos uma campanha de anúncios focada na mídia Árabe. 4.500 membros de 80 países fizeram doações para pagar pelos anúncios, que mostravam que tanto o Bush quanto o Al-Bashir se opõem fortemente ao tribunal. A mídia árabe relatou que Al-Bashir convidou pessoalmente o editor de um jornal que se recusou a publicar nosso anúncio a visitar o Sudão e receber sua gratidão. Nossa campanha irá continuar até que o povo do Sudão possa conquistar a tão almejada paz e justiça.
Outras conquistas
- Durante o encontro de 120 países para criar um tratado internacional para banir as bombas cluster (também conhecidas como bombas de racimo ou fragmentação), mais de 160.000 membros da Avaaz enviaram mensagens para líderes globais pedindo um tratado sem exceções nem demora. A campanha repercutiu com os negociadores presentes, foi notícia de primeira página na Finlândia e no International Herald Tribune. O resultado foi a definição de um tratado forte e satisfatório.
- membros levantaram mais de USD$ 2 milhões depois que um ciclone atingiu a Birmânia (Mianmar). O dinheiro foi enviado diretamente para aqueles que mais precisaram através de redes de monges e agentes humanitários dentro do país. O relato completo da distribuição dos fundos está presente no site da Avaaz.
- Quando a ONU lançou um processo fechado para escolher o novo Comissário dos Direitos Humanos, especialistas e ONGs alertaram para a possibilidade de um candidato fraco ser escolhido. Em resposta, a Avaaz colocou um “anúncio” de emprego no The Economist que gerou reportagens no New York Times, Reuters e outras mídias. Além disso o Secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon contestou pessoalmente a campanha. O anúncio e o blog da campanha geraram a abertura de um processo democrático e participativo, incomum no processo de nomeação para cargos altos da ONU.
Pode parecer que toda semana há uma nova crise ou emergência internacional. Como seres humanos, nós temos uma responsabilidade para com nossos irmãos e irmãs, não importa onde eles estejam. É animador sabermos que nós não estamos sós, que há milhões de pessoas em todo o mundo que compartilham nossas preocupações e que estão prontos para agir quando for necessário.
A Avaaz foi criada com uma idéia simples: que a opinião pública global pode e deve influenciar decisões políticas importantes. Quando participamos de uma ação, podemos não ganhar todas as batalhas, mas ao longo do tempo podemos mudar os espaços onde ocorrem as batalhas. Nós já estamos causando um impacto, e nossas vozes estão ficando cada vez mais fortes. Esse é só o começo.
Com respeito e gratidão por essa maravilhosa comunidade de pessoas,
Ricken, Ben, Graziela, Brett, Paul, Pascal, Veronique, Iain, Milena — e toda a equipe Avaaz
PS. Para ter mais informações ou deixar um comentário visite esta página: https://secure.avaaz.org/po/report_back_2.
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Agora já tem uma ideia das acções desta ONG.
Junte a sua voz à nossa e traga um Amigo!
Se pensa que não vale a pena pense nisto: se estiver sozinho a gritar num estádio quase ninguém o ouve, mas quando o estádio está cheio, nem é preciso gritar para todos se fazerem ouvir!
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