Na última reunião de pais da Catequese foi-nos proposta a oração de Consagração a Nossa Senhora.
Ó Senhora minha, ó minha Mãe,
eu me ofereço todo a vós,
e em prova da minha devoção para convosco,
Vos consagro neste dia e para sempre,
os meus olhos, os meus ouvidos,
a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser.
E porque assim sou vosso, ó incomparável Mãe,
guardai-me e defendei-me como propriedade vossa.
Lembrai-vos que vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa.
Ah, guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa.

Apesar de já conhecer a oração nunca lhe tinha prestado a devida atenção.
Eis as impressões que me deixou:
- Redundância de palavras: “E porque assim sou vosso… …propriedade vossa. Lembrai-vos que vos pertenço…”
- Tanta lisonja, reforçada pelas interjeições, soa a falso!
- Desumanizante: Não somos propriedades, nem coisas, somos pessoas humanas. E Maria respeita-nos como tal!
- O carácter de filhos (por sermos irmãos de Jesus) não é devidamente salientado.
- Prende-se à realidade material (olhos, ouvidos, boca) em detrimento da interioridade (pensamento e palavra).
Esta é a minha proposta para uma nova oração de Consagração a Nossa Senhora:
Senhora minha, minha Mãe,
eu me entrego todo a Vós.
Vos consagro para sempre
o meu pensamento,
as minhas palavras, o meu coração,
e tudo o que sou, completamente.
E porque sou vosso,
querida Mãe, guardai-me e defendei-me
como se fosse o único filho vosso. Amén.
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